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O ano de 1926 foi marcado por profundas transformações políticas, sociais e culturais em toda a Europa. Após o trauma da Primeira Guerra Mundial, o continente vivia entre esperanças de paz e a ascensão de regimes autoritários, num ambiente de instabilidade que se refletia tanto nas ruas como nos governos.
Em países como Itália, Espanha e Portugal, 1926 assinalou o fortalecimento de regimes autoritários e militaristas. Em Portugal, o golpe militar de 28 de maio de 1926 pôs fim à Primeira República, mergulhada em instabilidade e violência, com sucessivos governos e tentativas de golpe de Estado. O marechal Gomes da Costa, replicando Mussolini, marchou triunfalmente do Porto a Lisboa, instaurando a Ditadura Militar e prometendo ordem num país exausto pela instabilidade política e económica.
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Princípios fundamentais da extrema direita
Parte 2 de 6
O Estado
(publicado em Fevereiro de 2026)
O Estado é visto pela extrema direita como o agente primordial responsável por orientar, estruturar e controlar todos os aspetos da vida política, social e económica do país. Esta intervenção estatal, longe de ser limitada a questões administrativas ou regulatórias, expande-se para abranger dimensões culturais, educativas, morais e até mesmo privadas da existência dos cidadãos. O Estado assume, assim, o papel de organizador máximo da sociedade, funcionando como o guardião da ordem, da unidade e da coesão nacional, sendo considerado indispensável para evitar a fragmentação e o caos associados ao liberalismo e ao pluralismo.
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Princípios fundamentais da extrema direita
Parte 1 de 6
A Nação
(publicado em Janeiro de 2026)
Nas ideologias de extrema direita, o conceito de Nação assume um papel de destaque absoluto, superando todos os demais princípios ideológicos. A Nação é elevada à condição de ideal supremo, tornando-se o principal objetivo dessas correntes. O núcleo filosófico da extrema direita reside na valorização e no fortalecimento da comunidade nacional, que é vista como fonte de identidade e coesão.
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